Ejud-MS encerra com sucesso curso de Alinhamento Estratégico

08/09/2021 12:50

Foi realizado na sexta-feira (3), o encerramento do curso Alinhamento Estratégico e Formação de Equipe da Ejud-MS. O curso, ministrado na modalidade presencial, teve como público-alvo os próprios servidores da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul e foi desenvolvido com objetivo de alcançar maior excelência nos resultados dos trabalhos empreendidos pela escola, por meio do emprego de ações assertivas no cumprimento de suas demandas institucionais.

Com carga horária de 20 horas-aula, a formação começou no dia 1º de setembro com oficinas sobre autoconhecimento, a relação e o convívio com o outro, bem como a importância do planejamento coletivo para a construção do Projeto Político Pedagógico. Por intermédio dessas oficinas foram tratados assuntos referentes à gestão de pessoas, gestão de conflitos, relações de poder, ética da convivência e cultura da paz.

A ideia de elaborar um curso com essa proposta surgiu em razão da reestruturação administrativa pela qual Ejud-MS está passando, na busca do aprimoramento de seus procedimentos de trabalho, além de já começar a preparação da equipe da escola para elaborar seu Projeto Político-pedagógico.

Todo o curso foi conduzido pelo professor doutor Erisevelton Silva Lima, pedagogo por formação, mestre na área de gestão e políticas públicas e Doutor em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), que trabalha também na formação de magistrados para a docência pela Escola Nacional de Aperfeiçoamento e Formação de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (ENFAM).

Questionado sobre a equipe da Ejud-MS, Erisevelton garantiu estar diante de uma equipe que está engajada, motivada para constituir não só uma política da atual gestão, mas uma política de Estado no sentido de garantir que a Escola Judicial possa projetar e executar, nessa e em outras administrações, toda a dimensão educacional dos servidores do Judiciário envolvendo juízes, desembargadores, com a finalidade que lhe é peculiar: a boa prestação jurisdicional para a sociedade afinados com o que há de mais atual em termos educacionais. 

“Estou diante de uma equipe motivada, integrada e disposta a trabalhar na elaboração desse projeto, que será a bússola a orientar as ações político-educacionais da Ejud-MS para os próximos anos. Como resultados imediatos temos a reorganização da Escola Judicial, por meio do seu regimento, e a elaboração desse projeto que norteará políticas e ações educacionais da Ejud-MS”, explicou. 

O professor ressaltou também que a melhoria para cada um dos participantes é pessoal e profissional, por serem dimensões que não se separam. Ele garantiu que o servidor motivado, realizado pessoalmente, transfere esse sentimento para o profissional e vice-versa. “Estou diante de uma equipe bem integrada, motivada, pessoal e profissionalmente, para tocar o projeto atual que a gestão tem construído de forma democrática e participativa. A expressão 'estamos tendo voz' foi ouvida várias vezes nesse curso e isso, em minha experiência com gestão de pessoas, é indicador muito positivo de que os trabalhos serão desenvolvidos da melhor maneira possível”, completou. 

Ao concluir, Erisevelton ressaltou que Mato Grosso do Sul está a frente de seu tempo, diante do contexto social e político-econômico conflitivo que o país enfrenta. “Aqui, as pessoas estão empolgadas, motivadas, têm projetos para a instituição e falam da instituição com muito carinho. Vejo que a dimensão humana e pedagógica que a Escola Judicial está tomando a coloca na frente de muitas outras”, concluiu o formador.

O diretor-geral da Ejud-MS, Des. Dorival Renato Pavan, que estava presente no encerramento do curso, ressaltou que a formação é um preparatório para a política da Escola e que toda instituição de ensino deve ter um projeto político-pedagógico e um regimento interno. 

“Trouxemos a maior autoridade na elaboração de projetos políticos-pedagógicos no Brasil e nesses três dias de encontro foram traçadas as premissas básicas para a elaboração desse projeto político-pedagógico. Trata-se de um documento essencial para o desenvolvimento do ensino da escola. Com esse curso, acreditamos que até o final do ano teremos aprovado tanto o regimento interno quanto nosso projeto político-pedagógico, que vai servir para administrações futuras também. Evidentemente, as novas administrações podem propor alterações no projeto, o que é natural face à evolução da sociedade e dos métodos de ensino”, esclareceu o desembargador. 

Pavan destacou que o curso teve a finalidade de transformar a visão da equipe, melhorando-a, pois cada um conheceu a si mesmo, ao outro e principalmente a Escola, em uma integração essencial. Em seu entender, não é uma questão que envolve apenas os servidores da Escola Judicial, ele se reflete em toda a sociedade, nas ações das relações interpessoais entre escola-aluno-escola, escola-magistratura, Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento-ENFAM, escola-CNJ, permitindo que esses servidores, agora qualificados, desenvolvam o trabalho a partir dos conhecimentos que tiveram. 

“Iniciamos a administração há praticamente seis meses e estamos com esse grupo valoroso de servidores, em todas as áreas de atuação. Somos uma escola melhor preparada, voltada para suas finalidades. E com os ensinamentos do professor Erisevelton a integração será maior, resultando em uma produção muito maior. A Escola continua desenvolvendo suas atividades, os seus projetos. Iniciaremos no dia 16 o curso de formação dos juízes empossados no dia 15. A programação foi aprovada pela ENFAM e será mais um curso que a escola oferece. Estaremos na administração, voltados para magistrados e servidores, essenciais na prestação jurisdicional. Não se pode pensar em jurisdição, só com juízes e desembargadores, mas com os servidores, que são essenciais para que esse trabalho chegue ao seu bom termo”, finalizou. 

A juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Corumbá e coordenadora pedagógica da Ejud-MS, é uma das alunas do curso. “Nos primeiros dias trabalhamos a integração da equipe da Escola, mas, na verdade, o curso é voltado para a construção do projeto político-pedagógico da Ejud”, contou ela. 

Segundo a magistrada, o projeto Político-Pedagógico, chamado de PPP, é uma ferramenta de planejamento e avaliação fundamental para definir a identidade da Escola Judicial e os caminhos que percorrerá para ofertar educação judicial de ótima qualidade, de forma semelhante ao planejamento estratégico de uma escola, guardada as devidas proporções. 

“O PPP vai orientar todo o trabalho da Ejud-MS, documentará sua essência e funcionará como uma bússola para as atividades a serem desenvolvidas”, garantiu Luiza.

Autor da notícia: Secretaria de Comunicação - imprensa@tjms.jus.br

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